sábado, 25 de agosto de 2012

Lâmpadas de LED: mais durabilidade e economia

Depois da substituição das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes como alternativa de economia, as lâmpadas LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz) chegam ao mercado com melhor desempenho energético que suas antecessoras e durabilidade média de até 20 anos.
Após 18 meses de testes, a lâmpada chegou ao mercado americano com eficiência de até 90% na emissão de luz (porcentagem aproveitada do consumo energético que é convertida em luz ao invés de calor), apresentando enorme diferença se comparada às lâmpadas incandescentes tradicionais, cuja eficiência luminosa é em média de 8%, segundo o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), do Brasil. Ou seja, quando você acende uma lâmpada incandescente, apenas 8% da energia elétrica que ela consome é transformada em luz. Os outros 92% se perdem em forma de calor.
As lâmpadas fluorescentes, por exemplo, têm uma eficiência luminosa até cinco vezes superior às incandescentes com a mesma potência e também são mais duráveis (cerca de oito vezes mais que as incandescentes). Comparando a eficiência energética das lâmpadas de LED em relação às fluorescentes, as de LED consomem até duas vezes menos energia e no que se refere à durabilidade também saem ganhando. Enquanto as lâmpadas incandescentes têm vida útil estimada em 1000 horas, as fluorescentes podem durar de 10 a 15 mil horas. Já a LED duram no mínimo 25 mil horas acesas. De acordo com a Eletrobrás, levando em conta o consumo energético e a capacidade de iluminação, as lâmpadas de LED podem ser consideradas mais vantajosas para o consumidor, pois dispensam trocas constantes.

Se por um lado, as lâmpadas fluorescentes compactas e as lâmpadas LED são mais caras do que as incandescentes, a diminuição no consumo de energia leva a uma redução na conta de energia que, em 8 meses, paga o valor a mais pago pela lâmpada. Assim, quem faz a troca das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes ou pelas LED, estará cuidando do consumo de energia e reduzindo a conta de luz. Ao mesmo tempo, estará ajudando o planeta, dado que a produção, distribuição e utilização de energia elétrica geram uma série de impactos negativos à sociedade e ao meio ambiente, seja pela utilização de recursos públicos que poderiam ser usados em outros serviços como educação e saúde, seja pelo deslocamento de populações residentes nas áreas inundadas pelas represas necessárias ao funcionamento de uma hidroelétrica, ou pela enorme intervenção em uma área geográfica que se vê transformada em um grande lago, ou ainda pelas emissões de carbono decorrentes do processo de construção de usinas e das linhas de transmissão.
Fazer a troca por lâmpadas mais eficientes significa consumir com consciência, colaborando também para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global.
- matéria do Instituto Akatu -


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Bom final de semana!

sábado, 18 de agosto de 2012

As maravilhas naturais do Brasil vistas do espaço

A seleção de maravilhas naturais vistas do espaço(post do dia 21/7) fez tanto sucesso que resolvi repetir a dose. Só que desta vez ((o))eco selecionou só lugares aqui no Brasil. Aprecie abaixo as belezas que nosso país oferece, em imagens retiradas do Google Earth, e conheça um pouquinho mais sobre elas lendo alguns textos publicados.

Cataratas do Iguaçu: esparramadas por 2.700 metros na fronteira entre Brasil e Argentina, as Cataratas foram eleitas uma das novas sete maravilhas da natureza por voto popular. As cachoeiras compõe um complexo de quase 300 quedas d’água, com um desnível médio de cerca de 60 metros, embora a Garganta do Diabo, a mais famosa e que marca a fronteira entre os dois países, tenha 82 metros de altura. Não é a toa que o nome das quedas, Iguaçu, designe água grande na sua origem em língua tupi.

Fernando de Noronha, o paraíso ameaçado: localizado a 540 km de Recife (PE), encanta cerca de 60 mil turistas por ano com seus 17 km² de preciosa beleza cênica. Todo este capricho da natureza conquistou o reconhecimento internacional quando, em 2001, ganhou da Unesco o título de “Sítio do Patrimônio Mundial Natural”.

Lençóis Maranhenses: não existe no Brasil área como os Lençóis Maranhenses. O litoral leste do estado, a cerca de 200 quilômetros de São Luís, tem as maiores dunas de toda costa brasileira, numa área de transição entre a floresta amazônica, o Cerrado e a Caatinga. A biodiversidade única naquele local, e, sobretudo, a sua beleza cênica justificaram em 1981 a criação de um parque nacional que, raridade entre os demais, tem até plano de manejo e ainda pouquíssimos impactos.

Pantanal: o Pantanal é uma imensa planície aluvial. Sua paisagem inclui uma variedade de sub-regiões ecológicas, incluindo corredores de rios, matas ciliares, pântanos e lagos perenes, pastagens e florestas sazonalmente inundadas terrestres. A fauna do Pantanal é extremamente variada e inclui 80 espécies de mamíferos, 650 aves, 50 répteis e 400 peixes. Densas populações de espécies de interesse de conservação, como onças, veados pantaneiros, tamanduás-bandeira e ariranhas vivem na região.

Restinga de Marambaia, o último refúgio da Mata Atlântica: numa cidade como o Rio de Janeiro, que cresceu em detrimento de restingas como a de Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, a Restinga da Marambaia resguarda informações relevantes sobre a biota dessa parte do litoral brasileiro. Esse patrimônio vem sendo preservado graças as Forças Armadas que coíbem a caça, a pesca predatória, a retirada de madeira, areia e a especulação imobiliária, tornando a Marambaia um paraíso da flora e fauna do Estado do Rio de Janeiro.

Ilha Grande: localizada entre as duas maiores metrópoles do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e cercada pela imponente Serra do Mar, a baía da Ilha Grande abriga 187 ilhas e ilhotas, criando um cenário de grande beleza paisagística no litoral sul fluminense. Diversas unidades de conservação protegem parte deste patrimônio natural, na tentativa de manter a biodiversidade tanto terrestre como marinha da baía.

Encontro das águas: as águas escuras do Rio Negro se encontram com as águas barrentas do Rio Solimões, correndo por mais de 6 km sem se misturar. Já fez parte de nossa seleção anterior, mas sempre vale a pena apreciar este fenômeno da natureza, agora um pouquinho mais de perto.
- Paulo André Vieira -


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Bom final de semana!

sábado, 11 de agosto de 2012

Uma boa hora para repensar seu transporte

As aulas estão voltando e, com elas, cerca de 760 mil veículos também retornam às ruas da cidade de São Paulo. O fenômeno, que se repete a cada ano com o reinício do calendário escolar, também se deve à volta das atividades de empresas e instituições, e reaviva a percepção sobre o problema da crescente quantidade de veículos na cidade. Por isso, a volta às aulas é uma ótima oportunidade para refletir sobre a escolha dos meios de transporte.

Imagine quanto a população teria a ganhar se fosse possível manter durante todo o ano um volume menor de carros nas ruas! Optar preferencialmente por meio de transporte coletivo, compartilhado ou alternativo, reduz o volume de carros que circulam nas ruas muitas vezes somente com uma única pessoa, e pode ser um jeito fácil e acessível de promover essa mudança. Além da fluidez no tráfego, teríamos mais segurança e espaço para quem anda a pé ou de bicicleta, e contaríamos com a melhora da condição do ar e com a diminuição da poluição sonora. Priorizar o transporte coletivo ou pensar em formas mais inteligentes, eficientes e econômicas de locomoção, por meio da organização de caronas e trajetos a pé, ou ainda optar pelas vans escolares e similares, são exemplos de ações individuais que ajudam a economizar tempo, combustível e transtornos acumulados diariamente nos engarrafamentos. Essas ações individuais contribuem para um movimento a favor do bem-estar coletivo. Consumir transporte de forma consciente é optar pelas alternativas já existentes e pressionar para que elas ganhem qualidade e quantidade, quando necessário. Demandar melhores soluções do poder público é também uma ação do consumidor consciente.

Garantir a circulação, o conforto e o bem-estar de quem mora nas cidades, independentemente do meio de transporte que esqcolher, deve ser o foco das ações de mobilidade urbana. A pé, de bicicleta, trem, carro, ônibus ou metrô: a prioridade deve ser sempre o fluxo das pessoas.
- por Equipe Akatu -


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Bom final de semana!

sábado, 28 de julho de 2012

Um Robin Hood da natureza

Ao roubar alimento guardado por outros animais, as cotias criam condições para a dispersão de sementes e sobrevivência das palmeiras na floresta. (Fotos: Vandré Fonseca)

Graças ao furtos de sementes praticados pela cotias, palmeiras da América Central puderam sobreviver à extinção de seus principais dispersores, os mastodontes, ocorrida cerca de 10 mil anos atrás. Depois de estudo com duração de um ano realizado no Panamá, pesquisa que demonstra a importância dos roedores para a palmeira Astrocaryum standleyanum foi publicada na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Já era conhecido o hábito das cotias enterrarem frutos que serão consumidos depois, mas o estudo demonstra que elas costumam também roubar os estoques deixados por vizinhos e carregá-los para lugares distantes. E podem repetir o processo várias vezes antes de se alimentar. De acordo com o artigo, uma semente foi enterrada 36 vezes até que finalmente foi devorada. Cerca de 14% das sementes sobreviveram por período que pode durar 1 ano.
A ação coletiva dos roedores substitui o trabalho dos grandes mamíferos, que engoliam e carregavam as sementes por longas distâncias no aparelho digestivo, até que fossem eliminadas. “Como os roedores roubam a mesma semente muitas vezes, ela é levada para um lugar remoto, onde um animal sozinho nunca alcançaria”, afirma um dos autores do estudo, o zoologista Roland Kays, da Universidade Estadual e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte (EUA). Apesar de parecer um costume feio, o roubo praticado pelas cotias ajuda a natureza. Ao levar as sementes para longe das árvores-mães, as cotias garantem condições para que uma nova árvore possa se desenvolver. Isto é, claro, se não for consumida antes. De acordo com os pesquisadores, a dispersão afasta as sementes de predadores e de doenças. Também permite a colonização de novas áreas e a troca de genes entre diferentes populações da espécie.
Para conhecer o responsável pela sobrevivência da palmeira, os cientistas do Instituto de Pesquisas Tropicais do Smithsonian fixaram transmissores a mais de 400 sementes e montaram um esquema de monitoramento com armadilhas fotográficas. Além disso, identificaram as cotias com etiquetas, para saber quem estava levando os frutos. “Havia o mistério de como estas árvores sobreviveram, e agora temos uma possível resposta”, comemora Kays. O grupo inclui também pesquisadores do Reino Unido, Alemanha, Países Baixos e Bélgica.
- Vandré Fonseca - ((o))eco -

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Bom final de semana!

sábado, 21 de julho de 2012

O verde das cidades visto do espaço

As florestas e parques urbanos desempenham um papel importante na ecologia dos habitats humanos, filtrando o ar, fornecendo abrigo para os animais e uma área de lazer para as pessoas. Em muitos países há uma crescente compreensão da importância da preservação dessas áreas verdes, com inúmeros projetos em andamento que visam a restauração e preservação dos ecossistemas.
As principais diferenças entre uma floresta urbana e uma não-urbana está na influência que a primeira sofre da cidade e de seus habitantes. Nas florestas urbanas, fatores impactantes como lixo, trilhas, retirada de plantas ornamentais, poluição sonora e atmosférica são mais comuns. Elas também sofrem muito mais com a especulação imobiliária.
Nas imagens de satélite abaixo, retiradas do Google Earth, você pode apreciar alguns parques e florestas urbanas ao redor do mundo.

Com 32 Km2, a Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, é uma das maiores florestas urbanas do mundo. É uma importante área de lazer com trilhas e espaços privilegiados para prática de esportes, ciclismo, corrida e montanhismo.

Criado oficialmente em 1991, o Parque Estadual Fontes do Ipiranga, também conhecido como Parque do Estado, é um bolsão de verde no meio da cidade de São Paulo. Com mais de 5 Km2, é uma área na qual ainda se encontra vegetação remanescente de Mata Atlântica, e abriga o Jardim Botânico e o Parque Zoológico de São Paulo. A região possui importância histórica considerável, pois que abriga as nascentes do riacho Ipiranga, às margens do qual a Independência do Brasil foi declarada.

Localizado no coração de Nova York, é provavelmente o mais famosos parque urbano do mundo. Com pouco mais de 3,4 Km2, recebe anualmente 35 milhões de visitantes, sendo o mais visitado dos EUA. Embora pareça natural, foi na verdade quase que inteiramente fruto de um projeto de jardinagem feito no século 19. Até mesmo rios e lagos foram criados artificialmente.

Com mais de 13 Km2, o Forest Park, localizado em Portland, é uma das maiores reservas florestais urbanas dos EUA. Mais de 112 espécies de aves e 62 espécies de mamíferos vivem dentro de seus limites, mas a poluição e o desenvolvimento urbano reduziram ou eliminaram totalmente a população de lobos, ursos e gatos selvagens.

Uma das características mais marcantes da cidade de Toronto, no Canadá, é a rede de profundas ravinas que cortam toda a cidade, formando uma grande floresta urbana. Apesar da grande densidade populacional da cidade, muitas das ravinas permanecem muito próximas do seu estado natural.

Com mais de 100 Km2, o Parque Nacional Sanjay Gandhi está cercado pela cidade de Mumbai, a mais populosa da Índia. A rica fauna e flora atraem mais de 2 milhões de visitantes por ano. Os turistas também gostam de visitar as milenares cavernas de Kanheri, esculpidas nos penhascos rochosos localizados dentro dos limites do parque.

A Floresta-parque de Košutnjak é uma das mais populares áreas de recreação de Belgrado, capital da Sérvia, com mais de 3 Km2. Seu nome vem dos cervos que viviam na região do parque antes da Primeira Guerra Mundial. A densa floresta era uma reserva de caça da família real até 1903, quando foi então aberta para o público.

Localizado em São Francisco, nos EUA, o Golden Gate Park tem 4 Km2, sendo 20% maior que o Central Park em Nova York. É o terceiro parque urbano mais visitado dos EUA, com 13 milhões de visitantes por ano.
- Paulo André Vieira - ((o))eco -


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