quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Até breve!

Olá amigos!

Curti férias de 17/9 até ontem e agora estou precisando de um tempo prá colocar a vida pessoal em dia. Eu ia deixar o hiatus dos blogs para o mês que vem mas sinto que preciso de mais tempo agora e, dessa forma...


Suspendi os comentários, tá?

Vou continuar atualizando o Manancial e o Avaliando a Vida.

Todos serão bem vindos em ambos!

Bjks

sábado, 29 de setembro de 2012

Ilhas brasileiras vistas do espaço

Várias ilhas enfeitam o extenso litoral brasileiro. Em muitas podemos encontrar praias paradisíacas e remanescentes intocados de floresta, enquanto em outras a civilização já fincou seu pé de maneira incisiva. Três capitais estaduais, Florianópolis, São Luiz e Vitória, estão localizadas em ilhas, por exemplo. Veja abaixo algumas imagens feitas por satélite de ilhas brasileiras.

Localizada entre as duas maiores metrópoles do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e cercada pela imponente Serra do Mar, a baía da Ilha Grande abriga 187 ilhas e ilhotas, criando um cenário de grande beleza paisagística no litoral sul fluminense. Diversas unidades de conservação protegem parte deste patrimônio natural, na tentativa de manter a biodiversidade tanto terrestre como marinha da baía. Porém, esse mosaico de unidades de conservação enfrenta impactos de diversas ordens. Alvo de grande especulação imobiliária, a região sofre pressões como o turismo descontrolado, a pesca predatória, além de instalações portuárias e industriais de alto impacto.

Localizada no litoral norte do estado de São Paulo, Ilhabela possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem. Uma das características marcantes de Ilhabela é a predominância da Mata Atlântica. Por possuir áreas de difícil acesso, o arquipélago de Ilhabela serve também como refúgio para espécies de aves migratórias que lá encontram pousada e alimento, durante o intervalo de grandes jornadas que realizam todos os anos.

O Arquipélago do Marajó, no estado do Pará, é o maior conjunto de ilhas fluviomarinhas do mundo. Também é considerado um conjunto de ecossistemas único no mundo, que apresenta enorme riqueza de biodiversidade. Tem uma natureza singular, formada por vários ecossistemas dinâmicos e integrados. Exemplo disso, é que somente na área terrestre das ilhas, o IBGE classifica 48 tipos de vegetação. Basta dizer que dos nove biomas brasileiros, a região conta com três: o Amazônico, o Costeiro e o Marinho.

Localizado a 540 km de Recife (PE), este “pedaço de terra, aparentemente perdido em meio a lindos tons de azul”, encanta os turistas com seus 17 quilômetros quadrados (km²) de preciosa beleza cênica. Ilha principal do arquipélago de 26 km² e 21 ilhotas, Fernando de Noronha recebe cerca de 60 mil turistas por ano. Todos atraídos pela exuberância de seu patrimônio ambiental, que inclui três das dez praias mais lindas do Brasil: o Sancho, a Baía dos Porcos e o Leão.
Monumento Natural, desde 2010, as 6 ilhas Cagarras são áreas de proteção marinha que fazem parte do cartão postal do Rio de Janeiro. De diversos pontos da cidade é possível admirar o pequeno arquipélago, formado por Palmas, Cagarra, Comprida, Redonda e duas ilhotas, filhotes da Cagarra e da Redonda. Ao redor de cada uma delas, 10 metros estão inclusos na área de conservação. Ali, a pesca predatória é proibida.
A ilha de Santa Catarina é a maior de um arquipélago constituído por mais de 30 ilhas, sendo a maioria ilhas pertencente ao município de Florianópolis. A geomorfologia da ilha sofre influência da serra do Mar, da serra Geral e do intemperismo litorâneo: predominam os granitos da serra do Mar, ocorrendo derrames basálticos esporadicamente. Isto por estar situada na divisa entre as duas serras.
A Ilha do Mel é rodeada por praias, dunas e alguns costões rochosos, com uma biodiversidade marinha representativa da costa sul brasileira. A presença do homem na Ilha do Mel vem pertubando cada vez mais o ambiente natural, suporte das vida vegetal e animal características das paisagens da restinga, morros e costões rochosos. Apesar de todo o esquema conservacionista dos órgãos responsáveis pela preservação, a ilha continua sofrendo interferência de pessoas inescrupulosas que danificam ou invadem e ocupam ilegalmente áreas protegidas.

A Reserva Biológica do Atol das Rocas foi a primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil, em 1979. Situa-se a 144 milhas náuticas de Natal/RN e a 80 milhas náuticas do arquipélago de Fernando de Noronha. Circundado por um anel de arrecifes contendo duas pequenas ilhas e uma laguna central, é o único atol no Atlântico Sul. Com 7,2km2 de superfície e 3,2km de diâmetro, é um recife semi-circular composto por esqueletos calcáreos de algas, corais e moluscos. A área da reserva é de 360 quilômetros quadrados, incluindo o atol e toda a área marinha em volta, até a profundidade média de mil metros.
- matéria do site ((o))eco -


 Bom final de semana!

sábado, 8 de setembro de 2012

Cidades para bicicletas, cidades para pessoas

Foto: Zé Lobo - Transporte Ativo - http://www.ta.org.br/

A campanha eleitoral está em pleno curso no Brasil e bicicleta é tema central nas grandes cidades. Os motivos são bastante óbvios. O colapso na circulação de pessoas e perda de qualidade de vida são temas que afetam diretamente a população e que estão no raio de ação de prefeitos e vereadores.
Com a chegada de setembro, virá logo mais o Dia Mundial Sem Carro(22/9), efeméride que esse ano será em um sábado. É de se antecipar grandes pedaladas, eventos de campanha e muito candidato cheio de promessas que não serão cumpridas ao longo dos próximos quatro anos. Por hora os políticos em campanha parecem ter entendido a simbologia e tem usado as magrelas como bandeira. Cientes de que falar em bicicletas e em qualidade de vida é assunto que rende visibilidade e demonstram uma enorme dose de "bom mocismo". Ainda assim, não existe um movimento forte o suficiente para definir um "voto ciclístico", como especula-se já haver em Londres.
No entanto, iniciativas como a da Ciclocidade de debater uma plataforma para a cidade de acordo com os interesses dos ciclistas são fundamentais. O entendimento sobre o que é uma bicicleta, por incrível que pareça, ainda não está claro para a população em geral e por conta disso pipocam reportagens com "especialistas" que demonstram claramente o desconhecimento de que a bicicleta é mais que veículo, é símbolo de transformação urbana. A democracia brasileira ainda tem um longo caminho para se estabelecer e se consolidar. A bicicleta é um ator fundamental para o processo democrático.
Bicicleta nesse sentido é muito mais do que uma bandeira de aficionados pelas pedaladas ou por ativistas da sustentabilidade. Incluir a bicicleta nas cidades é necessariamente tornar o ambiente urbano mais amigável para as pessoas. O discurso tem sido em favor do planejamento cicloviário, mas as palavras em tempo de campanha vão até um limite. A realidade dos próximos prefeitos é que a bicicleta ainda está encostada na ante-sala do poder, funciona como um símbolo a ser levantado como "pauta positiva", mas ainda não foi incorporada ao dia a dia e valorizada com planejamento e execução que efetivamente mude a realidade urbana das cidades brasileiras.
- João Lacerda - ((o))eco -


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Bom final de semana!

sábado, 1 de setembro de 2012

Hortas urbanas nas lajes

Técnica de horta orgânica envolve materiais simples e baratos. Foto: Fabíola Ortiz

Rio de Janeiro, 5ª feira, 30/8, nas comunidades irmãs da Babilônia e do Chapéu Mangueira, formou-se a primeira turma do curso de Agricultura Urbana Orgânica. Localizadas no Leme, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, foi lá que um grupo de moradores se voluntariou para aprender as técnicas de como montar um canteiro em casa. Nesse caso, na laje.
Isso é uma tendência das grandes cidades de ter uma horta nas lajes e no alto dos edifícios. Não só pela alimentação orgânica com produtos mais frescos, mas por encurtar distâncias e gerar renda. Ainda tem o efeito benéfico em relação à mudança do clima, pois (com o telhado verde) a incidência solar não é refletida tão fortemente como numa laje de concreto”, explicou a presidente executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, instituição facilitadora da iniciativa.

A horta orgânica faz parte do projeto chamado ‘Rio Cidade Sustentável’ que foi apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho. Ela cabe em qualquer lugar... ocupa pequenos espaços em lajes ou quintais!
Os materiais utilizados para fazer os canteiros são os mais variados possíveis. Os moradores da Babilônia e do Chapéu Mangueira encheram de terra telhas tipo calhetão, sem amianto, usadas para grandes coberturas. Também usaram sacolas feitas com uma lona agrícola atóxica para plantas com raízes mais profundas, como o caso de leguminosas. É possível fazer uma horta até com garrafa PET... As duas comunidades vizinhas já contam com 10 hortas, cada uma com três canteiros de 3 metros por 1,20 m.

Uma horta orgânica não tem mistério garante o morador Luiz Alberto de Jesus, de 52 anos, o Beto, um dos alunos que completou o curso. Ele é dono de uma laje e compartilha a horta com mais quatro vizinhos. “Produzir não tem mistério, em uma área mínima já pode fazer um canteiro”, conta.
A horta de Seu Beto tem alface, agrião, pimenta, alecrim, hortelã, tomate cereja, alface americana e rúcula. Ele mexe na terra, pelo menos, duas vezes por dia. A primeira colheita será feita em fevereiro de 2013, e os alunos esperam com ansiedade. Tudo vai ser para consumo próprio e para doar para as escolinhas na comunidade.
A dona de casa Reina Maria Pereira da Silva, de 58 anos, também foi aluna. Hoje, ela já fala em fazer uma feirinha de produtos orgânicos e foi convidada para ajudar a montar outras três hortas na Ladeira dos Tabajaras, outra comunidade próxima no bairro de Copacabana. Além da horta, os moradores também estão desenvolvendo minhocários, usados para fazer compostagem com o lixo orgânico. "É uma nova cultura, pois tudo pode ser aproveitado, desde o talo do alimento até os resíduos no adubo orgânico”, diz Marina Grossi do CEBDS.
- Fabíola Ortiz - ((o))eco -



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 Bom final de semana!

Editando em 03/9...
Que surpresa boa...
Recebemos destaque na Casinha das Gifs!
É a casa da dinda de uma de minhas casinhas que o provedor não existe mais... mas ela é minha eterna dinda! Obrigada Tati!

sábado, 25 de agosto de 2012

Lâmpadas de LED: mais durabilidade e economia

Depois da substituição das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes como alternativa de economia, as lâmpadas LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz) chegam ao mercado com melhor desempenho energético que suas antecessoras e durabilidade média de até 20 anos.
Após 18 meses de testes, a lâmpada chegou ao mercado americano com eficiência de até 90% na emissão de luz (porcentagem aproveitada do consumo energético que é convertida em luz ao invés de calor), apresentando enorme diferença se comparada às lâmpadas incandescentes tradicionais, cuja eficiência luminosa é em média de 8%, segundo o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), do Brasil. Ou seja, quando você acende uma lâmpada incandescente, apenas 8% da energia elétrica que ela consome é transformada em luz. Os outros 92% se perdem em forma de calor.
As lâmpadas fluorescentes, por exemplo, têm uma eficiência luminosa até cinco vezes superior às incandescentes com a mesma potência e também são mais duráveis (cerca de oito vezes mais que as incandescentes). Comparando a eficiência energética das lâmpadas de LED em relação às fluorescentes, as de LED consomem até duas vezes menos energia e no que se refere à durabilidade também saem ganhando. Enquanto as lâmpadas incandescentes têm vida útil estimada em 1000 horas, as fluorescentes podem durar de 10 a 15 mil horas. Já a LED duram no mínimo 25 mil horas acesas. De acordo com a Eletrobrás, levando em conta o consumo energético e a capacidade de iluminação, as lâmpadas de LED podem ser consideradas mais vantajosas para o consumidor, pois dispensam trocas constantes.

Se por um lado, as lâmpadas fluorescentes compactas e as lâmpadas LED são mais caras do que as incandescentes, a diminuição no consumo de energia leva a uma redução na conta de energia que, em 8 meses, paga o valor a mais pago pela lâmpada. Assim, quem faz a troca das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes ou pelas LED, estará cuidando do consumo de energia e reduzindo a conta de luz. Ao mesmo tempo, estará ajudando o planeta, dado que a produção, distribuição e utilização de energia elétrica geram uma série de impactos negativos à sociedade e ao meio ambiente, seja pela utilização de recursos públicos que poderiam ser usados em outros serviços como educação e saúde, seja pelo deslocamento de populações residentes nas áreas inundadas pelas represas necessárias ao funcionamento de uma hidroelétrica, ou pela enorme intervenção em uma área geográfica que se vê transformada em um grande lago, ou ainda pelas emissões de carbono decorrentes do processo de construção de usinas e das linhas de transmissão.
Fazer a troca por lâmpadas mais eficientes significa consumir com consciência, colaborando também para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global.
- matéria do Instituto Akatu -


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Bom final de semana!

sábado, 18 de agosto de 2012

As maravilhas naturais do Brasil vistas do espaço

A seleção de maravilhas naturais vistas do espaço(post do dia 21/7) fez tanto sucesso que resolvi repetir a dose. Só que desta vez ((o))eco selecionou só lugares aqui no Brasil. Aprecie abaixo as belezas que nosso país oferece, em imagens retiradas do Google Earth, e conheça um pouquinho mais sobre elas lendo alguns textos publicados.

Cataratas do Iguaçu: esparramadas por 2.700 metros na fronteira entre Brasil e Argentina, as Cataratas foram eleitas uma das novas sete maravilhas da natureza por voto popular. As cachoeiras compõe um complexo de quase 300 quedas d’água, com um desnível médio de cerca de 60 metros, embora a Garganta do Diabo, a mais famosa e que marca a fronteira entre os dois países, tenha 82 metros de altura. Não é a toa que o nome das quedas, Iguaçu, designe água grande na sua origem em língua tupi.

Fernando de Noronha, o paraíso ameaçado: localizado a 540 km de Recife (PE), encanta cerca de 60 mil turistas por ano com seus 17 km² de preciosa beleza cênica. Todo este capricho da natureza conquistou o reconhecimento internacional quando, em 2001, ganhou da Unesco o título de “Sítio do Patrimônio Mundial Natural”.

Lençóis Maranhenses: não existe no Brasil área como os Lençóis Maranhenses. O litoral leste do estado, a cerca de 200 quilômetros de São Luís, tem as maiores dunas de toda costa brasileira, numa área de transição entre a floresta amazônica, o Cerrado e a Caatinga. A biodiversidade única naquele local, e, sobretudo, a sua beleza cênica justificaram em 1981 a criação de um parque nacional que, raridade entre os demais, tem até plano de manejo e ainda pouquíssimos impactos.

Pantanal: o Pantanal é uma imensa planície aluvial. Sua paisagem inclui uma variedade de sub-regiões ecológicas, incluindo corredores de rios, matas ciliares, pântanos e lagos perenes, pastagens e florestas sazonalmente inundadas terrestres. A fauna do Pantanal é extremamente variada e inclui 80 espécies de mamíferos, 650 aves, 50 répteis e 400 peixes. Densas populações de espécies de interesse de conservação, como onças, veados pantaneiros, tamanduás-bandeira e ariranhas vivem na região.

Restinga de Marambaia, o último refúgio da Mata Atlântica: numa cidade como o Rio de Janeiro, que cresceu em detrimento de restingas como a de Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, a Restinga da Marambaia resguarda informações relevantes sobre a biota dessa parte do litoral brasileiro. Esse patrimônio vem sendo preservado graças as Forças Armadas que coíbem a caça, a pesca predatória, a retirada de madeira, areia e a especulação imobiliária, tornando a Marambaia um paraíso da flora e fauna do Estado do Rio de Janeiro.

Ilha Grande: localizada entre as duas maiores metrópoles do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e cercada pela imponente Serra do Mar, a baía da Ilha Grande abriga 187 ilhas e ilhotas, criando um cenário de grande beleza paisagística no litoral sul fluminense. Diversas unidades de conservação protegem parte deste patrimônio natural, na tentativa de manter a biodiversidade tanto terrestre como marinha da baía.

Encontro das águas: as águas escuras do Rio Negro se encontram com as águas barrentas do Rio Solimões, correndo por mais de 6 km sem se misturar. Já fez parte de nossa seleção anterior, mas sempre vale a pena apreciar este fenômeno da natureza, agora um pouquinho mais de perto.
- Paulo André Vieira -


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Bom final de semana!

sábado, 11 de agosto de 2012

Uma boa hora para repensar seu transporte

As aulas estão voltando e, com elas, cerca de 760 mil veículos também retornam às ruas da cidade de São Paulo. O fenômeno, que se repete a cada ano com o reinício do calendário escolar, também se deve à volta das atividades de empresas e instituições, e reaviva a percepção sobre o problema da crescente quantidade de veículos na cidade. Por isso, a volta às aulas é uma ótima oportunidade para refletir sobre a escolha dos meios de transporte.

Imagine quanto a população teria a ganhar se fosse possível manter durante todo o ano um volume menor de carros nas ruas! Optar preferencialmente por meio de transporte coletivo, compartilhado ou alternativo, reduz o volume de carros que circulam nas ruas muitas vezes somente com uma única pessoa, e pode ser um jeito fácil e acessível de promover essa mudança. Além da fluidez no tráfego, teríamos mais segurança e espaço para quem anda a pé ou de bicicleta, e contaríamos com a melhora da condição do ar e com a diminuição da poluição sonora. Priorizar o transporte coletivo ou pensar em formas mais inteligentes, eficientes e econômicas de locomoção, por meio da organização de caronas e trajetos a pé, ou ainda optar pelas vans escolares e similares, são exemplos de ações individuais que ajudam a economizar tempo, combustível e transtornos acumulados diariamente nos engarrafamentos. Essas ações individuais contribuem para um movimento a favor do bem-estar coletivo. Consumir transporte de forma consciente é optar pelas alternativas já existentes e pressionar para que elas ganhem qualidade e quantidade, quando necessário. Demandar melhores soluções do poder público é também uma ação do consumidor consciente.

Garantir a circulação, o conforto e o bem-estar de quem mora nas cidades, independentemente do meio de transporte que esqcolher, deve ser o foco das ações de mobilidade urbana. A pé, de bicicleta, trem, carro, ônibus ou metrô: a prioridade deve ser sempre o fluxo das pessoas.
- por Equipe Akatu -


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Bom final de semana!

sábado, 28 de julho de 2012

Um Robin Hood da natureza

Ao roubar alimento guardado por outros animais, as cotias criam condições para a dispersão de sementes e sobrevivência das palmeiras na floresta. (Fotos: Vandré Fonseca)

Graças ao furtos de sementes praticados pela cotias, palmeiras da América Central puderam sobreviver à extinção de seus principais dispersores, os mastodontes, ocorrida cerca de 10 mil anos atrás. Depois de estudo com duração de um ano realizado no Panamá, pesquisa que demonstra a importância dos roedores para a palmeira Astrocaryum standleyanum foi publicada na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Já era conhecido o hábito das cotias enterrarem frutos que serão consumidos depois, mas o estudo demonstra que elas costumam também roubar os estoques deixados por vizinhos e carregá-los para lugares distantes. E podem repetir o processo várias vezes antes de se alimentar. De acordo com o artigo, uma semente foi enterrada 36 vezes até que finalmente foi devorada. Cerca de 14% das sementes sobreviveram por período que pode durar 1 ano.
A ação coletiva dos roedores substitui o trabalho dos grandes mamíferos, que engoliam e carregavam as sementes por longas distâncias no aparelho digestivo, até que fossem eliminadas. “Como os roedores roubam a mesma semente muitas vezes, ela é levada para um lugar remoto, onde um animal sozinho nunca alcançaria”, afirma um dos autores do estudo, o zoologista Roland Kays, da Universidade Estadual e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte (EUA). Apesar de parecer um costume feio, o roubo praticado pelas cotias ajuda a natureza. Ao levar as sementes para longe das árvores-mães, as cotias garantem condições para que uma nova árvore possa se desenvolver. Isto é, claro, se não for consumida antes. De acordo com os pesquisadores, a dispersão afasta as sementes de predadores e de doenças. Também permite a colonização de novas áreas e a troca de genes entre diferentes populações da espécie.
Para conhecer o responsável pela sobrevivência da palmeira, os cientistas do Instituto de Pesquisas Tropicais do Smithsonian fixaram transmissores a mais de 400 sementes e montaram um esquema de monitoramento com armadilhas fotográficas. Além disso, identificaram as cotias com etiquetas, para saber quem estava levando os frutos. “Havia o mistério de como estas árvores sobreviveram, e agora temos uma possível resposta”, comemora Kays. O grupo inclui também pesquisadores do Reino Unido, Alemanha, Países Baixos e Bélgica.
- Vandré Fonseca - ((o))eco -

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Bom final de semana!

sábado, 21 de julho de 2012

O verde das cidades visto do espaço

As florestas e parques urbanos desempenham um papel importante na ecologia dos habitats humanos, filtrando o ar, fornecendo abrigo para os animais e uma área de lazer para as pessoas. Em muitos países há uma crescente compreensão da importância da preservação dessas áreas verdes, com inúmeros projetos em andamento que visam a restauração e preservação dos ecossistemas.
As principais diferenças entre uma floresta urbana e uma não-urbana está na influência que a primeira sofre da cidade e de seus habitantes. Nas florestas urbanas, fatores impactantes como lixo, trilhas, retirada de plantas ornamentais, poluição sonora e atmosférica são mais comuns. Elas também sofrem muito mais com a especulação imobiliária.
Nas imagens de satélite abaixo, retiradas do Google Earth, você pode apreciar alguns parques e florestas urbanas ao redor do mundo.

Com 32 Km2, a Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, é uma das maiores florestas urbanas do mundo. É uma importante área de lazer com trilhas e espaços privilegiados para prática de esportes, ciclismo, corrida e montanhismo.

Criado oficialmente em 1991, o Parque Estadual Fontes do Ipiranga, também conhecido como Parque do Estado, é um bolsão de verde no meio da cidade de São Paulo. Com mais de 5 Km2, é uma área na qual ainda se encontra vegetação remanescente de Mata Atlântica, e abriga o Jardim Botânico e o Parque Zoológico de São Paulo. A região possui importância histórica considerável, pois que abriga as nascentes do riacho Ipiranga, às margens do qual a Independência do Brasil foi declarada.

Localizado no coração de Nova York, é provavelmente o mais famosos parque urbano do mundo. Com pouco mais de 3,4 Km2, recebe anualmente 35 milhões de visitantes, sendo o mais visitado dos EUA. Embora pareça natural, foi na verdade quase que inteiramente fruto de um projeto de jardinagem feito no século 19. Até mesmo rios e lagos foram criados artificialmente.

Com mais de 13 Km2, o Forest Park, localizado em Portland, é uma das maiores reservas florestais urbanas dos EUA. Mais de 112 espécies de aves e 62 espécies de mamíferos vivem dentro de seus limites, mas a poluição e o desenvolvimento urbano reduziram ou eliminaram totalmente a população de lobos, ursos e gatos selvagens.

Uma das características mais marcantes da cidade de Toronto, no Canadá, é a rede de profundas ravinas que cortam toda a cidade, formando uma grande floresta urbana. Apesar da grande densidade populacional da cidade, muitas das ravinas permanecem muito próximas do seu estado natural.

Com mais de 100 Km2, o Parque Nacional Sanjay Gandhi está cercado pela cidade de Mumbai, a mais populosa da Índia. A rica fauna e flora atraem mais de 2 milhões de visitantes por ano. Os turistas também gostam de visitar as milenares cavernas de Kanheri, esculpidas nos penhascos rochosos localizados dentro dos limites do parque.

A Floresta-parque de Košutnjak é uma das mais populares áreas de recreação de Belgrado, capital da Sérvia, com mais de 3 Km2. Seu nome vem dos cervos que viviam na região do parque antes da Primeira Guerra Mundial. A densa floresta era uma reserva de caça da família real até 1903, quando foi então aberta para o público.

Localizado em São Francisco, nos EUA, o Golden Gate Park tem 4 Km2, sendo 20% maior que o Central Park em Nova York. É o terceiro parque urbano mais visitado dos EUA, com 13 milhões de visitantes por ano.
- Paulo André Vieira - ((o))eco -


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sábado, 14 de julho de 2012

O desmatamento é uma bomba relógio

Débito de extinção devido ao desmatamento. Foto: Oliver Wearn

Dezenas de espécies de animais vão continuar a ser extintas na Amazônia nos próximos anos, mesmo que o desmatamento seja totalmente interrompido. Em um artigo publicado nesta quinta-feira (12 de julho), na edição on-line da revista Science, cientistas britânicos estimam que em áreas do leste e sul da Amazônia o desmatamento ocorrido nos últimos 30 anos já comprometeu localmente a sobrevivência de 38 espécies de animais: 10 mamíferos, 10 aves e 8 anfíbios.
Este espaço de tempo entre a destruição do habitat e os efeitos que provoca no conjunto da fauna que ali vive é chamado pelos cientistas de “débito de extinção”. Os pesquisadores britânicos Oliver Wearn, Daniel Reuman e Robert Ewers traçaram cenários para saber o quanto este débito vai aumentar, ou diminuir, até 2050.
Para o ecólogo brasileiro Thiago Fernando Rangel, da Universidade Federal de Goiás, é melhor saber tomar agora conhecimento deste débito. Isto oferece a chance de reverter a tendência de extinção localizada de espécies.Podemos dar um calote neste débito”, afirma. “Quando sabemos quantas espécies vão desaparecer no futuro, podemos tomar medidas para evitar ou mitigar isso”.
Boas políticas poderiam reverter previsão: esse primeiro trabalho não indica quais, nem quando, serão os animais afetados. Além disso, a pesquisa aponta o desaparecimento localizado de espécies, em uma área limitada, e não em toda a Amazônia.
Para realizar o estudo, os autores partiram do princípio de que quanto maior a área, maior a variedade de espécies encontradas. “O aumento do número de espécies em função do aumento da área é previsível. Os autores inverteram o raciocínio”, conta Rangel. Eles usaram um modelo que avalia a relação entre a redução da área de floresta e o declínio na variedade de espécies.
Em seu artigo, Rangel conclui que em um cenário otimista a tendência do débito de extinção na Amazônia é se estabilizar antes de 2050. Mas este é um cenário que considera obediência às leis ambientais, fiscalização e ações de educação ambiental. Ou seja, se todos os problemas forem resolvidos.
O ecólogo adverte: o momento político é complicado. “Se você considera que existem 22 hidrelétricas de larga escala planejadas para a região, sérias intenções de reduzir as APPs (áreas de proteção permanente) e um Congresso inclinado a mudar e reduzir unidades de conservação, fica difícil continuar a reduzir o desmatamento”. Nesse caso, nosso débito de extinção vai crescer.
- Vandré Fonseca - ((o))eco -

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sábado, 7 de julho de 2012

Níveis alarmantes de poluição nas cidades

Especialistas do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) alertam que o monitoramento da qualidade do ar nas metrópoles brasileira é precário e insuficiente e que há necessidade urgente de revisão e atualização dos índices limites hoje vigentes. Os padrões nacionais estão bem abaixo dos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, em muitos casos, mesmo quando os informes oficiais apontam qualidade boa, a concentração de poluentes pode provocar graves danos à saúde. É de grande importância que as fontes de poluição sejam identificadas e que políticas específicas sejam formuladas tendo em vista os problemas apontados.

Em São Paulo, é possível visualizar a poluição do ar. (Foto: Daniel Santini)

As constatações e dados preliminares de um levantamento feito pelo IEMA foram apresentados nesta semana em um evento fechado em São Paulo. As informações reunidas foram disponibilizadas a representantes de instituições voltadas para defesa do meio ambiente, convidados a debater as constatações feitas por técnicos e pesquisadores. O estudo completo sobre a questão está prestes a ser concluído e deve ser apresentado nas próximas semanas.
A mobilização pretende reunir elementos para a formulação de políticas públicas e ampliar a transparência sobre os dados oficiais. Além do Ministério do Verde e Meio Ambiente, o IEMA pretende envolver integrantes de outras pastas no debate. Em função dos impactos na saúde relacionados à péssima qualidade do ar, o Ministério da Saúde recebeu ofício para participar das discussões. O Ministério dos Transportes também já foi convidado, tendo em vista que a poluição do ar muitas vezes está diretamente relacionada à mobilidade. Nas cidades, são os veículos automotores os principais responsáveis pelos níveis alarmantes de poluição.
- Daniel Santini - ((o))eco -

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Bom final de semana!

sábado, 30 de junho de 2012

A Rio+20 foi um fracasso? Depende de nós.


O esboço da declaração da Rio+20 aprovado pelos negociadores saiu como esperado. É fraco. Foi considerado sem ambição até pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon.
Está bem claro que os chefes de Estado coletivamente não vão nos salvar, pois os mecanismos da ONU são muito aquém do necessário para resolver problemas complexos. Ademais, a falta de liderança dos governos é evidente na crise financeira global. Eles não têm conseguido resolver nem aquilo que eles supostamente se interessam mais: a economia tradicional.
Então, a Rio+20 foi um fracasso total?
Talvez não.
Provavelmente o significado das grandes conferências ambientais recentes (como as sobre mudanças climáticas) vai depender muito do que nós, eleitores e consumidores, fizermos daqui para frente. A preparação para as grandes conferências tem envolvido alguns movimentos relevantes.
Primeiro, cientistas, empresários, funcionários públicos e organizações sociais se esforçam para fazer sínteses dos problemas e soluções. Nas conferências, estes resultados são promovidos e debatidos. Segundo, os diversos atores aproveitam as conferências para lançarem iniciativas e compromissos de sustentabilidade.

Alguns exemplos do que presenciei e li nos últimos dias são promissores:
•O prefeito do Rio de Janeiro propôs a isenção de impostos municipais para construções que adotem medidas para reduzir consume de água e energia. A bola está agora com a Câmara de Vereadores;
•O governador do Pará se comprometeu a zerar o desmatamento até 2020;
•Os prefeitos das 59 maiores cidades do mundo (agrupadas na iniciativa C40) se comprometeram a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em cerca de 1,3 bilhão de toneladas até 2030;
•O Banco Central vai disponibilizar para consulta pública duas normas sobre a política de responsabilidade socioambiental e sobre a elaboração e divulgação de relatório de responsabilidade socioambiental por parte das instituições financeiras;
•O Conselho Empresarial da América Latina propôs isentar de impostos as empresas que produzem energia renovável;
•O Conselho do Fórum de Bens de Consumo, que reúne as grandes multinacionais deste setor, anunciou o compromisso de eliminar o desmatamento de sua cadeia de suprimento até 2020. Ou seja, empresas como Unilever, Walmart, Tesco (rede de supermercados britânica) boicotarão soja, óleo de dendê, carne e celulose e seus derivados de áreas que contribuam para o desmatamento.

Esses e outros compromissos são confiáveis e suficientes?
Certamente algumas das promessas fazem parte da maquiagem verde que visa a esconder problemas, mas outras são genuínas. A pressão social e legal tem feito algumas empresas e governantes entenderem que é inaceitável continuar práticas destrutivas. Além do mais, muitas empresas sabem que só será viável crescer aumentando a eficiência. Já consumimos hoje mais do que o planeta pode aguentar.
Enfim, creio que ainda é cedo para fazer o balanço da Rio+20. Se apoiarmos e cobrarmos as mudanças planejadas e prometidas talvez se atinja massa crítica para um desenvolvimento mais sustentável em escala global.

Cada um pode fazer a sua parte, como nos exemplos abaixo:
•Jornalistas poderiam fazer uma lista destes compromissos e sistematicamente cobrir o desempenho das empresas e governos. Em vez de esperar a divulgação de novo recorde de desmatamento para tratar deste tema, a cada semestre algum jornalista pode perguntar ao diretor do Walmart no Brasil como anda a implementação do plano para evitar a compra de gado de áreas desmatadas ilegalmente.
•Estudantes universitários podem comparar a lista de compromissos com os relatórios de responsabilidade social das empresas ou outros indicadores de desempenho relevante de cada compromisso como as emissões de gases do efeito estufa, a taxa de desmatamento, ou o financiamento para economia verde no caso dos bancos.
•Indivíduos e ONGs poderiam lançar campanhas nas redes sociais na internet para parabenizar ou criticar o desempenho dos compromissos.
•Devemos demandar que o Congresso aprove a desoneração da energia renovável.
- Paulo Barreto - de ((o))eco -

E você, o que vai fazer?
Eu, vou continuar de olhos bem abertos, engajada em iniciativas sustentáveis, procurando fazer o melhor pelo nosso Planeta. Afinal, o Planeta Terra é a minha casa e eu quero o melhor para minha casa!

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Bom final de semana!

sábado, 23 de junho de 2012

Cicloturismo na Mata Atlântica pelo litoral de São Paulo


Todos os finais de semana, centenas de moradores de São Paulo deixam a capital em carros e motos em direção ao litoral do Estado. Em busca de praias que estão entre as mais bonitas do litoral do Brasil, os turistas aceleram pelas estradas que rasgam alguns dos últimos trechos de Mata Atlântica preservados do país. Ficar parado observando a pista por 15 minutos entre as rodovias que cortam a Serra do Mar é suficiente para constatar o desespero e a pressa dos que as percorrem. Querendo chegar logo na combinação de areia fina, águas claras e trechos de mata à beira mar que tornam a região tão incrível, a maioria desrespeita os limites de velocidade e deixa a prudência de lado, sem dar muita atenção à beleza do caminho. A pressa em aproveitar a natureza ironicamente afeta a percepção da natureza. E a multiplicação de motores poluindo os últimos trechos preservados ameaçam a Mata Atlântica como um todo.

Sabia que é possível chegar na região também de bicicleta? Opção que permite não só reduzir emissões como ter contato direto com trechos incríveis, visualizando a biodiversidade local, explorando uma riqueza de cheiros, cores e barulhos que quem passa rápido desconhece. São percursos de dificuldade média, mais recomendados aos já iniciados no cicloturismo, mas que com calma, atenção e cuidado pode ser percorrido por qualquer um com bom condicionamento físico.
O Outras Vias selecionou três roteiros principais, que podem ser combinados e permitem alcançar as principais praias da região. Como a maioria das companhias aceita transportar bicicletas no bagageiro sem custos adicionais, é possível ir de bike e voltar de ônibus.

Rota Márcia Prado - São Paulo - Santos: desde 2009 existem articulações para transformar a rota que o Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, a Santos em um caminho fixo, sinalizado e bem demarcado. Batizada de Rota Márcia Prado, ela é basicamente composta por um trajeto que corta a Ilha do Bororé, com terra e lama, e pela descida da Serra do Mar por meio da Estrada de Manutenção do Sistema Anchieta-Imigrantes. A resistência da concessionária Ecovias, que, contrariando a lei, insiste em proibir a circulação de bicicletas no trecho de cerca de 6 km na Rodovia Imigrantes pelo qual passa o trajeto, é um dos principais motivos para a rota ainda não ter sido oficializada. O percurso é especialmente bonito no trecho que envolve a descida da Serra do Mar pela Estrada de Manutenção, pela qual passam pouquíssimos veículos motorizados. O cenário é fantástico, com morros cobertos pela Mata Atlântica, vistas para a praia, uma cachoeira e uma variedade de animais, insetos e plantas surpreendente. É possível avistar macacos e o trajeto pode ser percorrido até por iniciantes.

Litoral norte – Camburi: depois de descer a Rota Márcia Prato, é possível seguir para o litoral norte do estado também atravessando áreas de mata preservada. Ciclistas experientes e com bom preparo físico podem combinar a descida da Serra do Mar com mais uma pedalada em direção ao norte (de São Paulo até Camburi é preciso acordar bastante cedo e ter disposição para pedalar o dia inteiro). Dá para fazer o trajeto com tranquilidade, percorrendo trechos com pouca movimentação e/ou acostamento largo, além de presença constante de ciclistas locais e bons restaurantes no caminho. Depois de Camburi, o trecho de serra até Maresias é apertado, sem acostamento e com motoristas rápidos perto demais.
A partir de Santos, melhor do que fazer o mesmo caminho que os motoristas e pegar a Rodovia Rio-Santos, a dica é seguir por dentro, atravessando a cidade em direção ao Guarujá, aproveitando a rede de ciclovias e a balsa que liga estas duas cidades. Do Guarujá, é possível seguir beirando a praia até a estrada que serve como caminho para Bertioga, um trecho com muitos morros, mata preservada, praias e, dependendo do horário e da época do ano, pouquíssima movimentação de motores. Ciclistas com bicicletas caras devem ficar atentos a assaltos e é sempre recomendado viajar em grupos e manter unidade em áreas mais isoladas. Para chegar até Bertioga, é preciso pegar mais uma balsa. Da cidade, dá para continuar em direção norte em outra via, também paralela à Rio-Santos. Ao chegar na altura do Indaiá, não tem jeito, é preciso pegar a Rio-Santos, sempre movimentada. O acostamento a partir deste trecho, porém, é bastante largo e permite percorrer o trajeto com segurança. Até Camburi, dá para pedalar tranquilamente e, se por um lado a presença de motores incomoda, por outro, sempre há mata ao lado da pista e/ou praias lindas. Vale parar no caminho para dar um mergulho.

Litoral sul – Peruíbe: assim como no trajeto para o norte, dá para utilizar como ponto de partida Santos para seguir em direção ao litoral sul. Ciclistas com bom condicionamento podem combinar a descida da Rota Márcia Prado com este trajeto e chegar até Peruíbe (também é preciso disposição para pedalar o dia inteiro). O roteiro até Peruíbe é mais tranquilo do que para o norte por ser composto por trechos planos todo o tempo.
De Santos, a dica é a mesma: seguir pela rede de ciclovias da cidade até São Vicente e, então, atravessar a Ponte Pênsil. Depois, é só seguir em linha reta por uma ciclovia longa que termina na estrada. É um bom jeito de desviar e evitar o trecho inicial da pista, mais movimentado e com acostamento apertado. A partir do ponto alcançado, é só seguir em linha reta em um trecho com acostamentos largos todo o tempo, além da presença constante de ciclistas locais e até sinalização para ciclistas em partes do trajeto. É possível atravessar Mongaguá e Itanhaém com tranquilidade, bastando ter atenção quando o acostamento é cortado por acessos e saídas para as praias. A linha reta sem morros e com pouca vegetação permite ao ciclista ter noção do vento - que pode ajudar consideravelmente ou atrapalhar muito o percurso.

Escolha seu trajeto e pedale. Boa cicloviagem!
- Daniel Santini - ((o))eco -

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Bom final de semana!

sábado, 16 de junho de 2012

Ciclistas saem de vários estados pedalando rumo à Rio+20

Ciclistas de vários estados brasileiros e de outros países decidiram pedalar rumo ao Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Ciclistas saíram da Praça do Ciclista na manhã do dia11. Foto: Divulgação/BNR20

Na manhã do dia11, ciclistas que saíram da Argentina e de Florianópolis se juntaram a ciclistas de São Paulo e começaram a pedalar em direção ao Rio de Janeiro. "A ideia é não só viajar, mas, por onde passar tentar fazer parcerias com as Prefeituras, escolas e centros culturais para contribuir e ajudar a espalhar a ideia da importância de se valorizar a bicicleta como transporte", explica João Paulo Amaral, que participa representando o coletivo Bike Anjo. "Pretendemos falar sobre mobilidade urbana e também sobre o que é a Rio+20", completa.
Os grupos têm trocado informações e devem se encontrar até o final de semana. Além dos ciclistas do Sul que se juntaram aos de São Paulo, há notícias de gente que saiu de Alagoas e de Natal, formando um grupo do Nordeste, e de quem partiu do Centro-Oeste, passando por Minas Gerais. Até da região norte, ciclistas se organizaram para participar - há um grupo que pegou um avião em Manaus só para estar presente nas atividades da Rio+20.

Ônibus Hacker recebeu pintura especial antes da viagem. Foto: Daniel Santini

Amanhã, dia 17, está prevista uma ação conjunta do grupo com o pessoal do Ônibus Hacker, grupo que se define como "um laboratório sobre quatro rodas no qual hackers de toda sorte embarcam por um desejo comum: ocupar cidades brasileiras com ações políticas". As atividades, incluindo oficinas de mecânica de bicicleta e sobre como pedalar, acontecem no Complexo do Alemão e devem começar às 10h.
- Daniel Santini - ((o))eco -

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Bom final de semana!

sábado, 9 de junho de 2012

Dilma de olho na Rio+20

Presidente Dilma, durante comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente. Foto: Wilson Dias/ABr

Com a proximidade da Rio+20 e em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a presidente Dilma preparou um pacote ambiental que inclui, desde criação de áreas protegidas à decreto que estabelece critérios sustentáveis em compras públicas. Esse ano, por causa da Rio+20, o Brasil é sede das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho.
No momento em que a bandeira da ONU era hasteada no Riocentro, no Rio de Janeiro, a presidente Dilma anunciava em Brasília as medidas que o governo tomou para as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
 Foram assinados decretos de criação de duas unidades de conservação: a Reserva Biológica Bom Jesus, no Paraná, e o Parque Nacional Furna Feia, no Rio Grande do Norte. Além disso, houve a ampliação de outras três unidades de conservação: o Parque Nacional do Descobrimento, na Bahia, que passa de 1,5 mil para 22,6 mil hectares incorporando fragmentos da Mata Atlântica; a Floresta Nacional Araripe-Apodi, no Ceará, que passa de 706 hectares para 39,3 mil hectares e a Floresta Nacional de Goytacazes, no Espírito Santo, que receberá mais 74 hectares de Mata Atlântica.
Duas grandes medidas foram anunciadas contemplando os direitos indígenas. O governo também assinou o decreto de sustentabilidade nas compras públicas. Ou seja, além da melhor oferta e preço, o governo levará em conta se os produtos que compra são ecologicamente corretos e têm o menor impacto ao longo do seu ciclo de vida.
Com esse pacote de bondades e o anúncio de bons resultados o governo Dilma espera melhorar sua imagem de pouco preocupado com questões ambientais, agora que o Brasil está sob os holofotes do mundo, como sede da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
- Daniele Bragança(com informações da Agência Brasil) do ((o))eco -

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Bom final de semana!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Hoje é dia de festa! EcoBlog comemora seu 4º aniversário!

Hoje - 05 de junho - é Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente e niver desse cantinho ecológico!

Atitudes como economizar recursos naturais, reciclar o lixo e poluir menos o ar ganharam uma importância enorme nos últimos tempos e essas pequenas ações, incorporadas ao dia a dia de milhares de pessoas, mostram como o desperdício e a falta de cuidados estão ficando cada vez mais fora de moda. As pessoas estão mais conscientes da importância de preservar o meio ambiente. Neste post de aniversário vamos ver como alguns famosos contribuem com essa causa nobre:

Ivete Sangalo(cantora): “Sempre tive uma relação de respeito com o meu planeta, pois vivo nele e gosto demais e mim. Economizar água, fazer a separação do lixo para reciclagem e outros cuidados são práticas do meu dia a dia. Não cuidar do planeta é uma estupidez”.

Sandy(cantora): “Na nossa fazenda, toda água que é utilizada passa por um filtro para ser reaproveitada depois na irrigação. Esse tipo de coisa é importante. Se cada um fizer um pouco, será muito para o planeta”.

Alline Moraes(atriz): “Na minha casa eu separo resto de papel, vidro, plástico e comida. Também economizo no banho: me molho, fecho a torneira, me ensabôo e abro novamente. Também tenho o hábito de ir desligando as luzes onde não há ninguém. Meus amigos até reclamam pois faço isso na casa deles também! É até engraçado!”

Eliana(apresentadora do SBT): "Há mais de três anos, em casa, separamos o lixo orgânico do material que pode ser reciclado. Reutilizar vidro, papel, metal e plástico traz benefícios imediatos para o meio ambiente e garante um futuro melhor para todo o planeta”.

Mel Lisboa(atriz): “Eu economizo na hora de lavar louça. Molho os pratos, fecho a torneira, passo a esponja com detergente e só depois enxágui tudo! Isso é um hábito que você cria”.

Eu também faço a minha parte, não fico só no blá-blá-blá ecológico não!
Tenho um ecobag dentro da bolsa no dia a dia e quando vou para as compras, tenho no porta mala do carro 6 ecobags das grandes para não precisar trazer nenhuma sacolinha plástica para casa. Aí você vai me perguntar: por que não aproveitar as sacolinhas para o lixo do dia a dia?
Já vou responder... é simples: em casa, eu não tenho lixo! Sério...
O que é reciclável fica a espera do catador que passa sempre às segundas e leva plástico, jornais, latas, embalagens aluminizadas e vidros. Ao preparar a comida, eu calculo a quantidade para evitar sobras que precisem ir para o lixo e as cascas de legumes, talos de verduras sementes vão para a compostagem no fundo do quintal!
Eu não produzo lixo!
Economizo água na lavagem da louça e da roupa que como não é muita e nem tão suja (sou eu e meu marido) uso o tanque ao invés da máquina de lavar que gasta muita água. Não deixo torneira aberta no banho e nem na escovação de dentes. E luz acesa só no cômodo onde estamos.
São coisas simples de serem feitas e que se cada pessoa fizer a sua parte o benefício será enorme!

Tenho certeza que vocês que acompanham o EcoBlog já colocam a consciência ecológica em ação, portanto, pode levar o selinho de aniversário!


sábado, 2 de junho de 2012

Bioma Mata Atlântica encolheu 13 mil hectares

Casa isolada em Itaopim, na região de Jequitinhonha. (foto: Jovem Rural)

Minas e Bahia foram os Estados que mais desmataram a Mata Atlântica durante o período de maio de 2010 a maio de 2011. A informação vem do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, com dados novos divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação SOS Mata Atlântica. Em um ano, a floresta perdeu 13,3 mil hectares de mata.
O número continua preocupando quando se lembra que o bioma Mata Atlântica é o que mais sofreu desmatamento desde que o Brasil é Brasil. Só sobraram 7,9% de mata original, excluindo fragmentos de menos de 100 hectares. A boa notícia é que o desmatamento continua caindo. Os dados do Atlas mostram uma redução rápida do total ano a ano. Por exemplo, na primeira edição do Atlas, para o período de 1985 a 1990, a média de desmatamento anual foi de 93,3 mil hectares, ou 7 vezes mais do que nesta última medição.
As 6 cidades campeãs no Ranking do desmatamento ficam nos Estados de Minas Gerais e Bahia: Águas Vermelhas (MG), Canavieiras (BA) e Jequitinhonha (MG) foram as campeãs, com 1.367 hectares, 1.337 hectares e 1.270 hectares devastados. Em quarto lugar ficou a cidade baiana de Belmonte, com 902 hectares. Na quinta posição, outro município mineiro: Ponto dos Volantes, com 539 hectares. Cândido Sales, na Bahia, ficou em sexto lugar, com 363 hectares.
O Atlas avaliou 93% do bioma Mata Atlântica. Nos estados do Nordeste que estão dentro do limite do bioma – Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte – a análise foi impossibilitada devido a ocorrência de nuvens.
- Daniele Bragança - do ((o))eco -

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sábado, 26 de maio de 2012

Ondas do mar produzem energia elétrica no Ceará

Ondas constantes e uniformes em um molhe distante da praia, em São Gonçalo do Amarante, foram características apropriadas para escolha do local. (Foto: Secretaria de Infraestrutura do Ceará)

É recorrente apontar a geração e o uso da energia elétrica como fator que aumenta o aquecimento terrestre, por isso a busca por diferentes tecnologias para produção de energia com baixo impacto ambiental motiva pesquisadores de diferentes áreas. Está perto de ser apresentado ao grande público, um projeto inovador no Porto de Pecém, em São Gonçalo do Amarante, Ceará, que ganhará destaque: a utilização das ondas do mar para a geração de energia elétrica.
O projeto é liderado pelo professor Segen Estefen, da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos maiores especialistas do planeta na área. Segen Estefen coordena o capítulo 6, sobre energia dos oceanos, do relatório especial sobre energia renovável do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
A transformação da energia das ondas em energia elétrica utilizará flutuadores na base de braços mecânicos, instalados no quebra-mar do Porto de Pecém. O movimento ondulatório fará a estrutura do braço de subir e descer. Essa força será utilizada como uma bomba para impulsionar água tratada por tubos. O processo cria uma grande pressão em uma câmara hiperbárica, semelhante a de uma queda d’água de 400 metros. Em resumo: o movimento das ondas bombeia a tubulação com água, que ganha força o suficiente para movimentar uma turbina ligada a um gerador, que produz eletricidade.
A ideia é inovadora, mesmo dentro do que se pesquisa pelo mundo afora. Os franceses já olham para as águas do mar pensando em energia desde 1966, os europeus persistem. O Reino Unido procura se destacar no uso da força das marés para transformar sua energia em eletricidade. Em Heidenheim, Alemanha, a empresa Voith Hydro aperfeiçoou o modelo e desenvolve pás que se assemelham a hélices e tiram proveito dos dois movimentos das marés, de alta e de baixa. Em Portugal, uma parceria com finlandeses vai instalar três módulos a 30 metros de profundidade no mar de Peniche, na praia da Almagreira. Índia, China e Japão também têm seus projetos. Ninguém nada de braçadas, até então.
- Celso Calheiros - ((o))eco -

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