sábado, 14 de novembro de 2009

Nova vítima do aquecimento global

Uma pesquisa brasileira revela que a abelha da espécie Bombus bellicosus, popularmente conhecida como mamangava, pode estar extinta localmente no Brasil. O inseto, originalmente encontrado em áreas de vegetação campestre no Sul do país, desapareceu do Paraná, onde era muito abundante, e ainda se mantém no Uruguai e Argentina. Segundo os cientistas, a principal causa para seu extermínio em território nacional é o aquecimento global, seguido de outros fatores como a poluição e as mudanças em seu hábitat.

Estudos de campo evidenciaram o desaparecimento da mamangava em locais onde há 20 anos ela era comum. Os cientistas monitoraram Ponta Grossa, no Paraná, além dos municípios de Esteio e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul e algumas regiões de Curitiba e Santa Catarina. Nenhum espécime foi encontrado vivo no Paraná e constatou-se que a espécie está em processo de extinção nas outras regiões. Um indício de que as mudanças climáticas seriam as principais responsáveis pelo sumiço da mamangava é o crescimento populacional de outras duas espécies de abelha da região que toleram temperaturas mais elevadas. Mais adaptadas ao meio, essas espécies ocuparam o lugar da mamangava.

A poluição e o desmatamento das regiões antes habitadas pela mamangava também foram decisivos para a sua extinção. Os campos naturais de Curitiba têm sido extensamente desmatados para a construção civil e agropecuária. O desmatamento restringe as fontes de alimentos e outros recursos naturais necessários às abelhas.

A extinção de abelhas é um fenômeno observado em todo o planeta nos últimos anos. Somente entre 1950 e 2000, 13 espécies do gênero Bombus desapareceram em pelo menos um país europeu e quatro já são consideradas extintas da Europa. A abelha é considerada um importante indicador de qualidade ambiental por ser um inseto muito sensível às mudanças do meio. A abelha é o mais importante polinizador da natureza e o desaparecimento de populações desse animal pode gerar fortes impactos no ecossistema. Algumas plantas são polinizadas apenas por determinadas espécies de abelha e, por isso, sua extinção pode levar à extinção da planta e à consequente escassez de alimentos para outros animais, como aves, mamíferos e até humanos, que cultivam alguns tipos de grãos e verduras dependentes da polinização.
- Sofia Moutinho - Ciência Hoje On-line -
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Bom final de semana!

sábado, 7 de novembro de 2009

Gigante na Amazônia

Uma torre de 320 metros – a mesma altura da torre Eiffel, em Paris (França) – será construída no meio da Amazônia. A estrutura terá sensores para monitorar as trocas de calor, água e gás carbônico entre a floresta e a atmosfera e fatores como velocidade do vento e umidade, o que ajudará os cientistas a entender o papel desse bioma no cenário das mudanças climáticas.

O projeto, batizado de Observatório Amazônico da Torre Alta (Atto), está vinculado ao Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia, em andamento desde 1998, em parceria com o Instituto Max Planck, na Alemanha.

Além da torre de 300 metros, estão previstas a construção de laboratórios, alojamentos e quatro torres menores auxiliares próximas à principal. O custo total está estimado em 8,4 milhões de euros, a serem divididos entre instituições e governos do Brasil e da Alemanha, país parceiro nessa empreitada.

O modelo da torre será baseado em um similar em funcionamento na Sibéria. O local escolhido para sua instalação é a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uatumã, a cerca de 150 quilômetros de Manaus. A previsão é que a torre Atto entre em funcionamento no final de 2010. O projeto foi concebido para ter longa duração e deve fornecer dados durante 20 ou 30 anos.

A torre Atto deve se juntar às outras 12 torres – a maior dela com 65 metros de altura – instaladas em diferentes pontos da Amazônia. Essas estruturas já abrigam hoje sensores para medir as trocas de água, calor e gás carbônico entre a biosfera e a atmosfera e permitiram elucidar várias questões em relação ao balanço global de carbono na floresta.
- Mariana Ferraz - Ciência Hoje / RJ -
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Bom final de semana!

sábado, 31 de outubro de 2009

Ação pessoal contra o aquecimento

Contra as transformações no clima as melhores medidas ainda são as caseiras.
Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que pequenas ações individuais – como não deixar aparelhos em modo “standby” e trocar regularmente os filtros de ar do carro – são mais importantes do que se imaginava.
Segundo a pesquisa, a implementação em larga escala de tais atividades, se acompanhada por intensas campanhas de divulgação, poderia ser capaz de reduzir anualmente as emissões domésticas de CO2 nos EUA em mais de 20%.
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Especialistas sugerem medidas simples no combate ao aquecimento, como calibrar sempre os pneus do carro, evitar manobras bruscas ao dirigir, oferecer carona, optar por geladeiras com certificação e usar secagem de roupa ao ar livre.
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Se cada um de nós fizer apenas um ato de economia, vai fazer diferença.
Eu, gosto de banho fervendo, mas nesse último inverno não troquei a chave do chuveiro. Deixei no morno. No início foi um tormento, mas acabei me adaptando e agora com o tempo mais quente vou tomar banho ao natural!
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Bom final de semana/ feriadão!

sábado, 24 de outubro de 2009

Preservar é amar

Você já imaginou como será o mundo em meados desse século? Se os filmes de ficção científica estiverem certos, nosso Planeta terá um futuro bastante negro...
Infelizmente, a imaginação dos autores de filmes não está muito longe da realidade. Hoje em dia, um terço das terras do Planeta já se compõe de desertos. Se continuarmos destruindo a natureza desordenadamente, dentro de pouco tempo não haverá mais vida na Terra. Por isso, é preciso que todos nós ajudemos a preservar o meio ambiente.
Todos os elementos que fazem parte do meio ambiente – rios, lagos, solo, rochas, animais, vegetação, homens, etc – estão ligados entre si. A alteração de qualquer um desses elementos prejudica o equilíbrio de toda a natureza. Assim, conservar as florestas é também conservar a vida dos milhares de animais que nelas vivem e se alimentam.
Além de provocar a extinção de muitas espécies animais, a destruição das matas também gera o empobrecimento do solo. Afinal, são basicamente as raízes das árvores que fixam a terra, impedindo que as fortes chuvas e os ventos violentos a carreguem. As raízes também absorvem grande parte da água das chuvas, evitando as inundações que tanto prejudicam a agricultura. Por outro lado, as folhas secas e os galhos apodrecidos das árvores fertilizam o solo, e a sombra de suas copas protege a terra dos excessos do sol. Em outras palavras, a existência das florestas impede a formação dos desertos.
Portanto, é preciso que utilizemos as riquezas naturais que nos são oferecidas pela vegetação sem destruí-la.
- desconheço o autor -
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Bom final de semana!

sábado, 17 de outubro de 2009

Problemas que se agigantam

Só podemos crescer como indivíduos e como sociedade quando aceitamos os problemas que criamos, aprendendo com eles e depois trabalhamos juntos para descobrir soluções viáveis.
Sem assumir responsabilidade
e culpando esse ou aquele grupo simplesmente continuamos a cavar um buraco cada vez maior, e assim, problemas ambientais tornam-se desastres ambientais que não podemos reverter.
Precisamos lidar tanto com os problemas que nós mesmos criamos, como também com os que estão bem na nossa cara, mesmo se não foram nossas mãos que despejaram os produtos químicos nas águas ou se não foram nossas serras elétricas que derrubaram as florestas. Não podemos simplesmente enterrar os problemas e esperar que as toxinas se infiltrem em nossas comunidades. Não dá mais para esconder. Temos que lidar com eles como se fossem extensão do nosso corpo, caso contrário todos sofrerão.
- Shmuel Lemle -
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Bom final de semana!

sábado, 10 de outubro de 2009

12 de outubro: Dia do Mar

Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície do Planeta, mas são ainda muito pouco conhecidos, sendo a última fronteira da Terra. Eles são sistemas naturais altamente produtivos. Reciclam continuamente compostos químicos, nutrientes e água. O ciclo hidrológico regido pelos mares ajuda a regular o clima, absorvendo muito do calor do sol. Graças a dados e imagens coletados nos últimos anos por satélites, a ciência começa a conhecer em detalhes o fundo dos oceanos.
Saiba mais sobre os oceanos:
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Atlântico: é um dos grandes reguladores do clima do mundo. É a corrente do Golfo, por exemplo, que dá a países europeus temperaturas muito mais amenas do que as verificadas nas mesmas latitudes nos EUA e Canadá. Ele ocupa uma área de 82.440.000km e sua profundidade média é de 3.300 metros, sendo o ponto mais profundo de 3.380 metros.
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Pacífico: cobre mais de um terço da superfície da Terra e é o maior dos oceanos. Seu nome foi dado por Fernão Magalhães que, ao atravessar o estreito de Magalhães, encontrou grande calmaria e achou que estava num “oceano pacífico”. Porém, o Oceano Pacífico não tem nada de calmo! Ele ocupa uma área de 165.250.000km e sua profundidade média é de 4.280 metros, sendo o ponto mais profundo de 11.034 metros.
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Índico: é totalmente cercado por terra ao norte. Isto faz com que apresente mudanças drásticas a cada estação e tenha grande influência no clima regional. Ele ocupa uma área de 73.440.000km e sua profundidade média é de 3.890 metros, sendo seu ponto mais profundo de 7.450 metros.
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Ártico: quase que completamente coberto pelo gelo, o Ártico ainda é pouco conhecido. Estudos revelam que parte da calota ártica está menos espessa, num fenômeno associado ao aquecimento global. Ele ocupa uma área de 14.090.000km e sua profundidade média é de 988 metros, sendo o ponto mais profundo de 5.502 metros.
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Antártico: cerca toda a Antártica e é rico em peixes. É um só corpo d'água formado pelas extremidades sul do Atlântico, do Índico e do Pacífico, embora não haja consenso sobre isso. Ele e o Oceano Ártico são chamados de oceanos polares.
- Informações obtidas na Revista O Globo -
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Bom final de semana!

sábado, 3 de outubro de 2009

Patrono da Ecologia

Embora tenha vivido 800 anos atrás, São Francisco de Assis mostrou uma atitude extremamente contemporânea: o respeito e a veneração para com a natureza. Por isso chamava a terra de mãe, a lua de irmã e o sol de irmão. A todos os seres chamava de irmão e irmã.
Essa atitude de reverência nos falta atualmente. Se tratássemos as plantas como irmãs e os animais como irmãos, não desmataríamos, nem mataríamos os animais.
Por sua atitude de fraternidade São Francisco de Assis foi declarado pelo Papa João Paulo II o Patrono da Ecologia.
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Precisamos fazer nascer dentro de nós o amor de São Francisco de Assis por tudo o que Deus criou, para que sejamos também nós irmãos e irmãs de todas as criaturas.
- desconheço o autor -
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04 de outubro:
Dia da Ecologia, Dia das Aves e dos Animais,
Dia de São Francisco de Assis.