sábado, 18 de fevereiro de 2012

Mobilidade urbana com segurança

Pode parecer banal falar de calçadas, de faixas de pedestres na discussão sobre soluções para mobilidade urbana, mas é inviável pensar até mesmo em um sistema de transporte público que não considere condições mínimas para o deslocamento a pé. Atualmente, o espaço público não é seguro para pedestres. O risco de machucar o tornozelo no buraco da calçada ou até mesmo de ser atropelado ao atravessar a rua, desestimulam as pessoas a andar a pé. E para andar de transporte público, precisamos, antes, andar a pé.
Mesmo assim, desde a chegada da indústria automobilística ao Brasil, o pedestre vem perdendo a disputa da ocupação e circulação urbanas, se expondo, inclusive, ao risco de morte: dados do levantamento mais recente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) indicam que, em 2008, 5.429 pedestres perderam a vida em acidentes de trânsito no Brasil. Só na cidade de São Paulo, quatro pessoas morem diariamente em acidentes de trânsito, em média, e metade são pedestres atropelados atravessando a rua ou até mesmo na calçada, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Interessante é que o pedestre transformado em motorista muda de personalidade. Dentro do carro, ele não consegue se enxergar como pedestre e faz barbaridades que como pedestre ele abomina.
A solução está em políticas públicas que privilegiem o pedestre e na educação para o trânsito.
- equipe Akatu -

Novidades: reparou no cabeçalho do blog? Tenho páginas com dicas, frases e fotos ecológicas! Fique à vontade para ver e usar!

Bom final de semana!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Amazônia maranhense requer atenção para continuar existindo

A Amazônia maranhense é dona de rica biodiversidade, ocupa 26% do bioma amazônico, encontra-se em 62 municípios do Maranhão e representa, em termos de bioma, 34% do território do Estado. No entanto, ela corre o sério risco de desaparecer. Há anos vem sofrendo com desmatamentos, retirada ilegal de madeira, mineração, produção de carvão, caça excessiva e criação de gado. Além disso, recebe pouca atenção do poder público estadual e federal e sua importância é ignorada por grande parte dos maranhenses.
Localizada em uma área de transição entre o Nordeste e a região amazônica, em seus 81.208,40 km² já foram encontrados 109 espécies de peixes, 124 de mamíferos e 503 de aves. É lar do gavião real e de espécies ameaçadas como os primatas Cairara Ka’apor (Cebus kaapori) e Cuxiú-preto (Chiropotes satanas). Possui, em média, 570 árvores por hectare de pelo menos 100 espécies. De acordo com o estudo “Amazônia Maranhense: diversidade e conservação” lançado em 2011 como resultado de uma parceria entre o Programa de Pesquisa em Biodiversidade Amazônia Oriental (PPBio), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Meio Ambiente (MMA), trata-se de "uma das porções mais expressivas em termos de riqueza de espécies e endemismos".
Na contramão da importância de sua biodiversidade, o Maranhão encontra-se entre os Estados que mais desmataram a floresta. De 1984 a 2000 a taxa de desmatamento da área de floresta ombrófila na região teve média de 1,62% ao ano. Hoje, resta à Amazônia maranhense menos de 25% de sua vegetação original. Para agravar ainda mais a situação, entre todos os Estados da Amazônia Legal o Maranhão é o que possui o menor grau de ocupação do espaço com áreas protegidas. Diante deste cenário, as Terras Indígenas Alto Turiaçú (530.525ha), Awá (118.000ha) e Carú (172.667ha), bem como a Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi (278.000 ha) estão conectadas entre si e juntas representam, conforme o estudo que conta com a participação do Museu Goeldi, "o melhor e mais homogêneo espaço do bioma amazônico no Maranhão". Em outras palavras, mesmo que sofram com pressões em diversas frentes, é nesta região que reside, também, a esperança de conservar o que ainda resta de Amazônia maranhense.
- Karina Miotto - ((o))eco -


Novidades: reparou no cabeçalho do blog?
Tenho páginas com dicas, frases e fotos ecológicas!
Fique à vontade para ver e usar!

Bom final de semana!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Lâmpadas de luz solar

Cerca de 25 mil lares de baixa renda nas Filipinas foram iluminados depois do lançamento de um sistema que produz “lâmpadas solares” feitas de garrafas de plástico.

Em um país onde 40% da população vive com menos de 2 dólares por dia, o custo crescente de energia impede que muitos possam pagar pela eletricidade. Há quem use velas como fonte de luz, mas quando gerações de uma mesma família dividem, nas favelas, um espaço pequeno e escuro, incêndios acidentais e destrutivos acontecem com frequência.
O projeto Liter of Light foi lançado há 6 meses pela fundação My Shelter (Meu abrigo), uma ONG filipina com o objetivo de prover luz para 1 milhão dos quase 12 milhões de lares que não tem luz ou vivem no limiar de terem sua eletricidade cortada.

O esquema usa garrafas de plástico preenchidas com uma solução de água esbranquiçada, instaladas em buracos feitos nos tetos de ferro corrugado. Por refração, as garrafas produzem, durante o dia, o equivalente a 55 watts de luz solar para dentro do cômodo. Leva 5 minutos para fazer, usando um martelo, rebite, folhas de metal, lixa e epoxy. Cada uma custa 1 dólar.

A ideia de usar garrafas plásticas como fonte de luz não é nova - foi desenvolvida no Brasil por Alfredo Moser, em 2002. Mas com a ajuda de um grupo de estudantes do MIT, esse bulbo solar usado na Filipinas foi adaptado de acordo com as necessidades locais.
A fundação My Shelter e o empreendedor social Ilac Diaz explicam: “O que nós fizemos foi um fecho unidirecional barato, usando uma folha de metal. Uma vez posto na garrafa, ela não escorrega nem cai mais. Mesmo que o telhado se expanda ou se contraia com o calor, isso não afetará a vedação a prova de água e manterá a garrafa em perfeito estado por anos a fio”.
Diaz acredita na importância de usar tecnologias verdes apropriadas para os países pobres:O desafio do mundo em desenvolvimento é chegar ao seu próprio modelo de limitar emissões de carbono – nós não temos dinheiro para comprar soluções importadas, patenteadas ou manufaturadas nos países ricos e também não podemos esperar até que elas se tornem acessíveis ao nosso bolso”.
- esse artigo foi publicado através da Guardian Environmental Network, da qual ((o))eco faz parte -

Novidades: reparou no cabeçalho do blog?
Tenho páginas com dicas, frases e fotos ecológicas!
Fique à vontade para ver e usar!

Bom final de semana!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Guerra das sacolinhas

A cidade de São Paulo está vivendo uma verdadeira guerra de informação sobre a sustentabilidade das sacolinhas de plástico utilizadas nos supermercados. De um lado os produtores, representados pelo Instituto Nacional do Plástico e outras entidades do setor e do outro, as associações varejistas e o próprio governo, incluindo a prefeitura de SP e o Ministério do Meio Ambiente.

Tudo começou após o prefeito Gilberto Kassab ter sancionado em maio a Lei Municipal 15.374/11, que proíbe a distribuição gratuita do produto pelos varejistas. A lei deveria começar a valer agora no dia 01 de janeiro, mas uma ação do Sindicado da Indústria de Material Plástico conseguiu liminar que suspende os efeitos da lei. A ação foi julgada no dia 24 de novembro pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo desembargador Luiz Pantaleão.
Junto às medidas judiciais, a indústria lançou uma campanha nos jornais e rádios em que sustenta a mensagem de que as sacolas plásticas na verdade são benéficas ao meio ambiente. Toda a campanha gira em torno do conceito de que as sacolas não são descartáveis e sim reutilizáveis. "Se elas fossem proíbidas, você (consumidor) teria que comprar muito mais sacolas de lixo, e isso não faria diferença nenhuma para o meio ambiente, só para o seu bolso", diz o spot de rádio que foi veículado na capital paulista através da BandNews FM.
Para os supermercados, mesmo que a lei não entre em vigor, a estratégia de banir as sacolinhas já está montada. A Associação Paulista de Supermercado (APAS), junto com a entidade nacional do setor - ABRAS - e o governo, lançou uma campanha de estimulo ao uso de ecobags nas lojas de São Paulo. Batizado de "Vamos tirar o Planeta do Sufoco", o programa começou com um convênio com o governo do Estado de São Paulo e agora vai ganhar escala nacional, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Tanto as entidades do setor quanto as associações supermecadistas clamam defender a sustentabilidade em primeiro lugar. Até segunda ordem distribuir sacolas plásticas de graça, em São Paulo não é crime. E até que os supermercados cumpram a promessa de sumir com elas, as sacolinhas serão utilizadas de acordo com a consciência de cada um. 
- Gustavo Faleiros - em ((o))eco -

Não deixe de ver as novidades
nas páginas EcoFotos e EcoFrases.

Bom final de semana!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Belo Monte: começam as obras de represamento

Depois dos primeiros estudos feitos na década de 70 e de longas batalhas judiciais, o Brasil começa a ver sair do papel, em um momento que pode ser classificado como histórico, as primeiras obras que viabilizarão a hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Em 15/01, a equipe do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) registrou a construção de uma ensecadeira, espécie de barragem provisória que desvia o curso d´água para permitir atividades de construção civil no leito do rio. A barragem definitiva terá 6,8 km de extensão. A obra teria começado logo após o ano novo e está localizada no Sítio Pimental, a cerca de 40 km de Altamira, no Pará.
De acordo com o Ministério Público Federal do Pará (MPF/PA) os impactos desta construção têm sido sentidos por etnias indígenas. No dia 17/01, o MPF/PA recebeu uma carta dos Arara, que vivem na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, pedindo providências em relação às intervenções devido à quantidade de terra e cascalho jogados no rio. Eles afirmam que estão ingerindo o líquido, já barrento, e que não possuem poços artesianos. Pedem que providências sejam tomadas em sua defesa e da Terra Indígena Paquiçamba, onde vivem os Juruna.
"Queremos garantir a regularidade destas ensecadeiras, já que as condicionantes permanecem sem cumprimento. Vamos questionar o Ibama, a Norte Energia e a Funai a respeito das mesmas, pois a água do Xingu já tem afetado indígenas", afirma Helena Palmquist, assessora de imprensa do MPF/PA. "Queremos que o Ibama e a Agência Nacional de Águas façam uma vistoria urgente no local das obras e na qualidade da água que está chegando nas aldeias, assim como informem quais medidas estão sendo tomadas para garantir água potável a estas pessoas", diz.

Em um comunicado oficial, a Norte Energia afirma que “devido às características da região, com chuvas constantes nesta época do ano, é natural que uma pequena parte da terra seja carreada pelo rio. Isto será eliminado, nos próximos dias, com a conclusão da ensecadeira”. A empresa não se manifestou a respeito de medidas para minimizar o impacto causado sobre populações indígenas.
- Karina Miotto - para ((o))Eco -

Quero chamar a atenção de vocês para uma novidade. O blog agora tem 3 páginas que valem a pena serem vistas: EcoDicas, EcoFotos e EcoFrases.

Bom final de semana!